Kafka à Beira-Mar
- Por: Haruki Murakami
- ISBN-13: 9789724616469
- Editora: Casa das Letras
- Data Publicação: 2006-03-01 12:04:50
Classificação Média:



- Tags: wook
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O romance desenrola-se à volta de dois personagens, são eles: Kafka e Nakata.
Kafka é um rapaz de 15 anos que foge de casa, para que a profecia que o pai lançou sobre ele não se concretize.
Nakata é um homem cuja meninice foi afectada por um acontecimento estranho aquando de uma ida à montanha com a sua professora e os seus colegas.
Na história, estes dois personagens não se cruzam, mas as suas acções estão interligadas.
Ao longo de todo o romance, Murakami dá-nos a conhecer aspectos da cultura japonesa, nomeadamente: gastronomia, termos utilizados, ditados, músicas populares e poetas.
Há uma frase no romance, que se revela importante para Kafka do poeta Yeats “a nossa responsabilidade começa nos sonhos”
Quando iniciei a leitura de Kafka à Beira Mar e no decorrer da mesma, pensei que os enigmas que iam surgindo iriam ser desvendados ao longo da história. Contudo, novos enigmas interessantes foram surgindo e então “percebi” que não tinha de os desvendar, tinha apenas que os entender como parte integrante da história (não sei se quem já leu o livro sentiu isso, no entanto eu assim senti). Pois o livro, não fala do fantástico com o intuito de o querer explicar, simplesmente, os acontecimentos remetem o leitor para o fantástico. Gostei muito de o ler embora o recomende com alguma reserva. Pois, muitas vezes quando iniciamos uma leitura temos por objectivo chegar ao fim e ter uma conclusão obvia. Neste excelente livro de Haruki Murakami, isto não acontece. Muitas dúvidas persistem quando chegamos ao final.
Adorei o livro da 1ª à última página… completamente fora do vulgar e cativante. As histórias surreais e deixam nos completamente viciados.
Por alguma razão tendo a não gostar do que escrevem os autores orientais. Talvez eu seja demasiado impermeável à sua filosofia e o meu desconhecimento da simbologia, história e cultura japonesas me impeçam de apreciar devidamente a sua literatura. Achei o livro demasiado fantasioso e cheguei ao fim com aquela sensação de que tantas e tantas páginas acabaram por não me dizer nada…